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Area Metropolitana Sul

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CURSO DE FORMAÇÃO DE DOCENTES CURITIBA

 

TEMÁTICA: GESTÃO ESCOLAR

ESPAÇO – FISÍCO

 

NRE SUL CURITIBA

 

EQUIPE:

Araucária – Lais

Campo Largo - Ir Angelina

Fazenda Rio Grande – Sandra

Rio Negro - Arlete M. Didonet

NRE Sul – Neusa

 

RIO NEGRO - 2007

 

 

DESCRIÇÃO DA OBSERVAÇÃO; TEORIZAÇÃO; ENTREVISTA COM O GESTOR ESCOLAR; PROPOSTAS E HIPÓTESES; E FECHAMENTO.

 

 

 

 

EQUIPE: Araucária – Lais

Campo Largo - Ir Angelita

Fazenda Rio Grande – Sandra

Rio Negro - Arlete M Didonet

NRE Sul – Neusa

 

 

RIO NEGRO

2007.

 

TEMÁTICA DA GESTÃO ESCOLAR

Gestão Escolar x Espaço Físico

 

O Colégio Estadual Barão de Antonina de Rio Negro - Paraná, localizado em área central da cidade, recebe clientela local e de municípios vizinhos, possui alunos freqüentando Ensino Fundamental, Ensino Médio e Profissionalizante – formação de Docentes. Em contra-turno, oferta modalidades esportivas, em quadra de esportes, não coberta.

A procura por novas matrículas é intensa, principalmente para o período diurno, mas às vezes a possibilidade de aumentar o número de egressos se esbarra na falta de acomodação – sala de aula.

A área da escola é ampla, contendo prédio escolar, uma área construída desativada e pátio.

No pavimento térreo, há seis salas de aula com 50,48 m2 cada, um depósito de arquivo morto, com 10,5 m2, uma pequena área de circulação, um banheiro masculino com 30,47 m2, um banheiro feminino 30,47 m2, uma sala de Educação Física com 13,30 m2, um depósito de merenda com 13,30 m2, uma cozinha com 23,85 m2, uma área de serviço com 15,37 m2, uma área coberta com 164,68 m2, aonde acontece reunião de pais e festividades escolares.

No pavimento superior há seis salas de aula, com 50,48 m2 cada, um depósito de arquivos, TV’s, com 10 m2, que agora foi transformado em sala de Equipe Pedagógica, uma secretaria com 24 m2, uma sala de Direção com 24,81 m2, uma sala de Laboratório de Informática com 58,56 m2, uma sala de Professores com 26 m2, um banheiro feminino com 3,0 m2 e um banheiro masculino com 3,0 m2.

A área construída desativada é de 373,05 m2, e possui um salão nobre com 114,24 m2 e uma outra construção onde funcionava a cozinha e uma sala de educação física.

O Curso de Formação de Docentes Ed. Infantil e Séries Iniciais, reinplantado em 2004, necessita de salas para reuniões, oficinas de teatro, oficinas de produção textual, laboratórios de línguas, ciências, informática, acervo bibliográfico específico, e planejamento das aulas práticas de estágio e salas de multimeios.

A edificação atual da escola não facilita a implantação das inovações que promovem a qualidade do curso ofertado. A escola deveria ter espaço próprio para oficinas e práticas pedagógicas, pois:

- Não há este espaço próprio para as oficinas, já que todas as salas de aula estão ocupadas durante todo o período de funcionamento da escola;

- Não há alternativa senão desenvolver as atividades práticas dentro da própria sala de aula. Mas, não é aconselhável, por causar perturbações às outras turmas, em aula.

- Também não há espaço para o acervo bibliográfico de livros específicos referentes ao curso. Já que o disponível na biblioteca escolar é insuficiente.

Infelizmente as inovações previstas não poderão ser implementadas em função da inadequação de projeto físico da escola. E é o momento de reafirmar que a escola não é uma obra de engenharia qualquer e sim um espaço onde acontece a educação.

A missão da escola, do gestor, do professor é promover a educação é propiciar condições aos educandos para que se tornem cidadãos empreendedores, criativos, promovendo o pleno desenvolvimento e preparando-os para a cidadania.

Atente para o significado dessa importante passagem da Constituição e da LDB, em que a expressão pleno desenvolvimento significa, “não apenas a tarefa de transmissão de conhecimento; de ensinar”, mas de como ensinar; de como dar conta de outras dimensões que promovam o pleno desenvolvimento humano.

Paro (1996), em sua fala diz que é na escola que se dá à atividade final para a qual trabalhamos, e isso deve ser articulado com o pensamento sobre o que é esse ensinar; essa educação que “perseguimos”, e o que ela realmente pode.

Para nós educadores, perceber o óbvio do “pode” é perpassar o senso comum de educação que consiste em passar conhecimentos e informações através de métodos pedagógicos simples: depositar conhecimentos na cabeça do educando, a chamada educação bancária, tão criticada por Paulo Freire. Onde se depositam conhecimentos, como se fosse um banco, do qual depois se saca por meio das famigeradas provas e testes.

Essa é a educação que queremos para alunos do Curso de Formação de Docentes? Ou como aponta Gramsci: “estamos formando subordinados?”

Devemos sim, formar dirigentes, mas jamais subordinados. E, no caso específico de formação de professor, que necessita dirigir com autonomia a sala de aula, não se concebe uma formação sem teoria; prática; reflexão; pesquisa; avaliação; só por falta de espaço físico.

Diante da problemática existente, entrevistamos a Diretora para saber qual o encaminhamento feito pela escola. Ela nos colocou que a gestão anterior enviou Projeto de Reforma da Área Desativada a SEED\FUNDEPAR, mas não houve retorno positivo. Houve nova tentativa na gestão atual, mas os resultados foram os mesmos.

A solução momentânea é de solicitar empréstimos de sala junto a Biblioteca Pública Municipal, o que se restringe apenas a reuniões com alunas ou, também ocupar parte do salão velho, que se encontra em precárias condições de uso. Infelizmente é só isso.

Foi ponderado com a Diretora que não é possível continuar o Curso, apenas com teorização e o mínimo de práticas. De que forma ela busca soluções para o problema?

Disse ela: em geral espera-se que as soluções venham de fora para dentro da escola. Sempre foi assim e ainda é na maioria das situações. Mas, é importante que se altere essa visão e que a gerência seja vista e trabalhada no caminho inverso de dentro para fora da escola, no qual o gestor deve atuar de forma democrática e direcionada aos princípios e finalidades educacionais propostas no Projeto Pedagógico.

Existem recursos financeiros públicos, como PDDD - Programa Dinheiro Direto na Escola e outros, mas não podem ser investidos para ampliações e reformas.

Então o que fazer?

Foi feita uma reunião com professores do Curso de Formação de Docentes para colher sugestões.

 

Após a reunião, ficaram definidos as seguintes propostas:

 

- Convênio Escola X Secretaria Municipal de Educação: Encaminhar um Projeto de Construção e ampliação do espaço escolar ao Secretário Municipal de Educação, informando sobre a necessidade e descrevendo detalhes sobre a proposição.

- Estabelecer parcerias com pessoas jurídicas, organizações não-governamentais, para captação de recursos que otimizem o funcionamento da escola.

- Estabelecer parcerias com Unidades Escolares, do município ou do estado, pode oferecer excelentes resultados.

 

Evidentemente que ações compartilhadas nem sempre são de fácil gestão. Exigem, além da definição de valores e objetivos, mobilização, negociação e formalização de compromisso.

Os relatos por aqueles que ousaram ultrapassar os seus muros escolares demonstram que os resultados vão além da gestão, proporcionando a construção de um sentimento de cidadania aos alunos.

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